5 malefícios do cigarro eletrônico para a saúde

Os vaporizadores, também conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes, têm se tornado cada vez mais populares, especialmente entre os jovens. Com aparência moderna e disponíveis em diversos sabores e aromas, podem até parecer inofensivos, mas a realidade é bem diferente: seu uso está associado a sérios riscos para a saúde e pode ser tão prejudicial quanto o cigarro convencional.

Apesar da aparência tecnológica e atrativa, os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) não são seguros. Desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda desses produtos no Brasil. Ainda assim, o consumo segue crescendo, o que preocupa autoridades de saúde.

Confira abaixo cinco malefícios do cigarro eletrônico:

  1. Porta de entrada para o cigarro convencional

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o uso de cigarros eletrônicos aumenta em três vezes o risco de experimentação do cigarro convencional e em quatro vezes a chance de se tornar tabagista. A nicotina presente nos vapes é altamente viciante e, somada à ausência de fatores inibidores como o cheiro forte do cigarro comum, contribui para a dependência.

  1. Relacionado a diversas doenças

O vapor inalado contém nicotina e outras substâncias tóxicas. Seu uso está relacionado ao surgimento de doenças pulmonares (como enfisema), problemas cardiovasculares, dermatites e até câncer.

  1. Mais nocivos para os jovens

Os DEFs atraem principalmente adolescentes, em parte pelo sabor e cheiro menos incômodos que o cigarro comum. Porém, a exposição precoce à nicotina pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro, causando impactos duradouros na saúde mental e física.

  1. Risco de explosão

Além dos danos à saúde, os dispositivos apresentam riscos de acidentes. Há registros de explosões causadas por falhas nas baterias, resultando em queimaduras e outros ferimentos graves.

  1. Não ajudam a parar de fumar

Existe o mito de que os cigarros eletrônicos auxiliam no processo de parar de fumar, mas especialistas alertam que isso não é verdade. A maioria dos vapes contém nicotina e, portanto, mantém o vício. O uso não deve ser considerado uma alternativa terapêutica, mas sim uma substituição de um hábito prejudicial por outro.

Tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar

Quem deseja abandonar o tabagismo deve buscar ajuda profissional. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que inclui acompanhamento clínico, terapias de apoio e, quando necessário, medicação.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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